Vídeo-Cartas: Mulheres Transformam os Museus

O laboratório Vídeo-Cartas propõe a construção de narrativas da memória de mulheres, mediadas por museus ibero-americanos participantes do projeto Mulheres Transformam os Museus, a partir da experimentação de linguagens e dispositivos audiovisuais, produzidas de forma co-elaborativa, participativa, geolocalizada e em rede. 

Mulheres Transformam os Museus · 7 de abril de 2021

Apresentação do Curso

O laboratório Vídeo-Cartas propõe a construção de narrativas da memória de mulheres, mediadas por museus ibero-americanos participantes do projeto Mulheres Transformam os Museus, a partir da experimentação de linguagens e dispositivos audiovisuais, produzidas de forma co-elaborativa, participativa, geolocalizada e em rede. 

Este laboratório de vídeo-cartas propõe a construção de narrativas da memória de mulheres, mediadas por museus ibero-americanos participantes do projeto Mulheres Transformam os Museus, a partir da experimentação de linguagens e dispositivos audiovisuais.

Engaje-se na produção de vídeo-cartas. O projeto será realizado no decorrer dos Fóruns Internacionais do projeto Mulheres Transformam os Museus, realizados ao longo do ano de 2021 em junho (Madrid, Espanha), outubro (Buenos Aires, Argentina) e novembro (São Paulo, Brasil).

Como participar:

O desenvolvimento das vídeo-cartas é construído através das ferramentas digitais disponibilizadas pela plataforma Pluriverso. Através deste curso, você poderá seguir a proposta de 3 etapas para a criação da sua vídeo-carta e participação no projeto Mulheres Transformam os Museus.

No menu de links ao lado, o curso é dividido em 3 partes, onde você pode: se inscrever, ver referências e se conectar aos laboratórios de vídeo-cartas; acessar a pasta digital compartilhada, onde será orientado para o fluxo de trabalho e armazenamento de suas produções digitais, (textos, imagens, sons e performances artísticas); e finalmente onde será apontado o processo de edição e pós-produção dos materiais.

Inscreva-se também no canal de whatsapp Coletiva Mujeres para ter acesso às trocas de mensagem e discussões >> https://chat.whatsapp.com/BgLnCWWlXoWADntzKQSVhp

Escrita Colaborativa e Escuta Ativa Participativa:

Os processos criativos são cada vez mais atravessados pela colaboração e interconexão digital. Por isso, o projeto Mulheres Transformam os Museus propõe a utilização dos dispositivos de vídeo-cartas como proposta baseada na escrita colaborativa de roteiros para a interação e produção de elementos que possam promover a criação de narrativas a partir das memórias de vida e o fomento de redes de mulheres.

As vídeo-cartas são ativadas por dispositivos de sensibilização com as equipes de museus através da Escuta Ativa Participativa, metodologia para o fortalecimento dos processos de mediação e envolvimento com os grupos / coletivos que cada museu participante do projeto MULHERES TRANSFORMAM OS MUSEUS pode e poderá envolver. Assim, esperamos que uma ampla rede de mulheres possam participar da criação e produção de narrativas de memórias pelas vídeo-cartas, focando em conquistas (o que deu certo) e desafios (o que foi um entrave) nos processos de educação social e comunitária. Este processo também fomenta a criação de repositório on-line contendo textos, documentos e projetos – Banco de referências, Boas práticas e Vídeo-cartas. A ação coletiva estimula tanto o fortalecimento de práticas de escuta ativa colaborativa, quanto a organização de referentes teórico-metodológicos, visibilização de práticas museais inovadoras e a realização de ações em torno da produção de narrativas da memória – vídeo-cartas, e o fortalecimento de redes.

Saiba +

AS MULHERES TRANSFORMAM OS MUSEUS. DA IGUALDADE À EQUIDADE. 

De quem são os museus? A quem se destinam? Onde estão as mulheres nos museus?

Onde estão as mulheres racializadas, empobrecidas, indígenas? Os museus são espaços de presença e autoridade feminina? Como trabalham as mulheres nos museus? Os museus mudaram em relação às mulheres? Como estabelecer uma agenda de igualdade que abra os museus? 

Há mais de duas décadas que assistimos a um novo contexto político e sócio-cultural, no qual os debates sobre as dinâmicas de gênero estão na vanguarda da agenda acadêmica, social e política. Os museus enfrentam o desafio de discutir a sua definição, o seu papel na sociedade e a re-significação do seu patrimônio.  

Consideramos necessário alargar e reforçar os laços entre instituições e profissionais nos campos da museologia, antropologia, artes, educação, cultura e ativismo em questões de gênero, que tenham trabalhado no feminismo, identidades indígenas, quilombolas, coletivos invisíveis e dissidência sexual, a fim de pensar na política cultural e na redefinição do conceito de patrimônio.  

  • O trabalho é coordenado a partir de três setores-chave:
  • Universidades Intercontinentais;
  • Museus e centros comunitários/coletivos de arte e cultura;
  • Sociedade Civil, através de associações que fazem parte do sistema cultural e social e dos direitos humanos.  

Isto faz do projeto MULHERES TRANSFORMAM OS MUSEUS. DA IGUALDADE À EQUIDA DE um trabalho modelar em rede e coeso que envolve todos os protagonistas na sua realização. As relações entre as instituições museológicas, a universidade e a sociedade civil sofreram transformações que geraram novas práticas institucionais, formas de trabalho, elaboração de projetos partilhados e o surgimento de outras narrativas.  

A emergência das mulheres nos museus implica uma reflexão sobre os pressupostos que questionam o suposto sujeito do museu, desvelando a falsa «universalidade» do museu de origem europeia frente ao carácter masculino, ocidental, burguês e de classe média urbana como simbólico subjacente, o que contradiz os objetivos atuais do museu: novos públicos, igualdade, educação inclusiva, reconhecimento das culturas indígenas e ancestrais, ecologia, o museu como um espaço de reconhecimento e transformação.  

Os museus hoje devem ser instituições abertas, democráticas e inclusivas.

A forma de alcançar este objetivo não consiste simplesmente na abertura quantitativa a um público maior, mas em uma revisão crítica das suas próprias práticas, de uma perspectiva interdisciplinar que permita desconstruir os postulados do pensamento hegemônico e ocidental que até recentemente sustentavam estas instituições. Isto permitirá gerar outras formas de pensar a sociedade, os grupos excluídos por gênero, classe, etnia, religião, e questionar o senso comum, os preconceitos e a discriminação a partir de uma reestruturação cognitiva do pensamento ocidental e repensar os espaços como espaços educativos e simbólicos.

Sobre o Instrutor

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