Diálogos Transversais

O que te nutre durante a pandemia?

Por Camila Rodrigues Leite*

Krenak pela primeira vez

Contarei como Ailton Krenak passou a ser minha principal fonte de nutrição e ponte com saberes essenciais para encarar a pandemia e irmos além dela. E te apresentarei, ao final do texto, uma biblioteca com materiais dele.

Ouvi Ailton Krenak presencialmente pela primeira vez em 1999, no Rio de Janeiro, na Funarte. Foi um evento organizado por Adauto Novaes, pela Divisão de Estudos e Pesquisas da Funarte, denominado “Brasil 500 Anos – Experiência e Destino”. Era o segundo ciclo de conferências com grandes pensadores que traziam reflexões  sobre o impacto da chamada “conquista”, nos campos da filosofia, da política e das culturas, em diálogo/contraste com as realidades heterogêneas e distintas: o ocidente e as sociedades indígenas.

Ailton Krenak, sorrindo em foto posada, na década de 90. Alice Hattori/Grupo Abril

É viva em mim a memória de ver e ouvir Ailton Krenak, ao vivo e a cores, naquele dia. Eu tinha 19 anos e me aproximava dos povos indígenas brasileiros e suas sabedorias desde o início da adolescência. Enquanto muito se falava sobre a comemoração do “descobrimento do Brasil”, Krenak era aquele que revelava, como indígena, filósofo, militante e pensador, que não se tratava de um descobrimento, questionando a ideia europeia de “conquista” e trazia para nós reflexões sobre “O eterno retorno do encontro” – nome da sua conferência, que depois foi publicada no livro “A outra margem do Ocidente”, organizado por Adauto Novaes.

“Essa capacidade de projetar e de construir uma interferência na natureza é uma maravilhosa novidade que o Ocidente trouxe para cá; mas ela desloca a natureza e quem vive em harmonia com a natureza para um outro lugar que é fora do Brasil, que é na periferia do Brasil. Uma outra margem é uma outra margem do Ocidente mesmo, é uma outra margem onde cabe a ideia do Ocidente, cabe a ideia de progresso, cabe a ideia de desenvolvimento.” 

Desde aí, Krenak trouxe para mim a desconstrução da ideia de desenvolvimento como algo positivo. Um desenvolvimento que destrói, que nos distancia de uma relação saudável com a natureza que somos não é algo que faça sentido. 

Na conferência, Krenak conta narrativas antigas de muitas das tradições, dos diferentes povos que vivem aqui e já vinham fazendo história muitos antes do tempo em que nosso território passou a ser denominado Brasil.

Ele nos alfinetou, indagando, como a maioria das pessoas continua ignorando as fontes de nossa história antiga. Traz para o centro da conversa narrativas antigas que marcam a relação entre brancos e povos indígenas, deslocando a ideia do encontro entre povos para uma real necessidade de nos reconhecermos como diferentes. 

“Só quando conseguirmos reconhecer essa diferença não como defeito, nem como oposição, mas como diferença da natureza própria de cada cultura e de cada povo, só assim poderemos avançar um pouco o nosso reconhecimento do outro e estabelecer uma convivência mais verdadeira entre nós.”

Como essa história do contato entre os brancos e os povos antigos daqui desta parte do planeta tem se dado? Como temos nos relacionado ao longo desses quase quinhentos anos? É diferente para cada uma das nossas tribos o tempo e a própria noção desse contato?”

Sou tomada por uma emoção ao reler esse texto e visitar a memória desse meu primeiro encontro presencial com ele. Afinal, desde que começou a pandemia Krenak passou a ser a minha principal fonte de nutrição. 

20 anos depois… Emoção prenunciada

Na FLIP, em julho de 2019, em Paraty, sentada no beiral de um dos canteiros da praça li, pela primeira vez, “Idéias para adiar o fim do mundo”. De uma tacada só, Krenak me fez chorar em prantos na praça. Tomada por uma emoção gigante, era como se ele conseguisse traduzir o que eu vinha sentindo e não sabia, nem saberia dizer.

Depois de mais de 20 anos atuando com educação e cultura popular, comecei a estudar agrofloresta medicinal e aromática, em 2017, e de lá para cá, tenho buscado outras maneiras de estar, ser e me sentir natureza. “Ideias para adiar o fim do mundo”, nessa primeira lida me trouxe para a uma reconexão dessas áreas de conhecimento/educação, cultura e natureza como algo primordial, fundamental para a reinvenção do mundo. Me reconectando com a força dos povos originários, com as sabedorias dos povos indígenas brasileiros que insistem em se manter vivos, sendo um tipo de gente que não se coaduna com a tal “humanidade zumbi” à qual se refere Krenak. 

A leitura desta obra me levou a reafirmar a necessidade de valorizarmos, aqui e agora, no tempo presente, o que é comum na experiência dos povos indígenas e africanos que nos antecederam, antes do processo perverso de colonização. 

Cantar, dançar e viver a experiência mágica de suspender o céu é comum em muitas tradições. Suspender o céu é ampliar o nosso horizonte; não o horizonte prospectivo, mas um existencial. É enriquecer as nossas subjetividades, que é a matéria que este tempo que nós vivemos quer consumir. Se existe uma ânsia por consumir subjetividades – as nossas subjetividades. Então vamos vivê-las com a liberdade que fomos capazes de inventar, não botar ela no mercado. Já que a natureza está sendo assaltada de uma maneira tão indefensável, vamos, pelo menos, ser capazes de manter nossas subjetividades, nossas visões, nossas poéticas sobre a existência. Definitivamente não somos iguais, e é maravilhoso saber que cada um de nós que está aqui é diferente do outro, como constelações. O fato de podermos compartilhar esse espaço, de estarmos juntos viajando não significa que somos iguais; significa exatamente que somos capazes de atrair uns aos outros pelas nossas diferenças, que deveriam guiar o nosso roteiro de vida. Ter diversidade, não isso de uma humanidade com o mesmo protocolo. Porque isso até agora foi só uma maneira de homogeneizar e tirar nossa alegria de estar vivos. (Krenak, 2019: 33)

Na força de reafirmar a alegria de estarmos vivos, de seguirmos compreendendo que o mais importante é essa alegria compartilhada como bem comum, bem para todos, todas e todes. Reconhecer nossas diferenças para escolher o que queremos fazer com elas. Assumir a tarefa de existir, comprometidos com a manutenção da espécie humana na Terra, como parte da natureza, garantindo os direitos de tudo que é vivo, elegendo como prioridade o bem viver (ou Sumak Kawsay) de tudo e não só de alguns.   

Ailton Krenak na Flip de 2019. Foto: Walter Craveiro/ Divulgação

No entanto, ali na FLIP, em meados de 2019, mal sabíamos o que nos esperava em março de 2020. De alguma maneira, era como se Krenak pré-anunciasse o que viria. E eu fui tomada por essa emoção prenunciada talvez porque no fundo almejasse esse sonho, de uma transformação profunda da nossa civilização.

“Para algumas pessoas, a ideia de sonhar é abdicar da realidade, é renunciar ao sentido prático da vida. Porém, também podemos encontrar quem não veria sentido na vida se não fosse informado por sonhos, nos quais pode buscar os cantos, a cura, a inspiração e mesmo a resolução de questões práticas que não consegue fazer fora do sonho, mas ali estão abertas como possibilidades. (…) Sonho não como uma experiência onírica, mas como uma disciplina relacionada à formação, à cosmovisão, à tradição de diferentes povos que têm no sonho um caminho de aprendizado, de autoconhecimento sobre a vida, e a aplicação desse conhecimento na sua interação com o mundo e com as outras pessoas.” Krenak, 2019: 52) 

E quando a pandemia chegou…

Atônitos, sem saber o que fazer, por onde começar, como se manter vivos, em março de 2020, Krenak passou a ser o pensador, filósofo que mais escutei (e ainda escuto) no meu dia-a-dia. Como nutrição essencial para seguir existindo é ele quem me alimenta para olhar e vivenciar o mundo a partir de outros paradigmas. 

Sorte foi a minha que, de lá para cá, ele passou a estar presente em inúmeras lives, encontros, debates, programas… nos trazendo sempre novas possibilidades de lidar com o real e de criar diálogos entre saberes para um novo tempo. 

Onde o Krenak vai estar hoje? Em que lugar posso ouvi-lo, vê-lo, sentí-lo? E quase todo dia havia um canto para esse encontro. Mesmo que mediado pela tela, Krenak esteve, nesse último um ano e meio, disponível para compartilhar seus conhecimentos e nos renovar de esperanças, como fonte de água limpa, com seu manancial de saberes ancestrais, estruturantes para vivermos a crise civilizatória pela qual passamos, indicando os caminhos possíveis para nossa reinvenção.  

Se ele já era uma paixão desde o final dos anos 90, agora me assumi “fã de carteirinha”. Um amigo passou a me ligar para dizer: “Seu ídolo Krenak vai falar hoje em tal lugar.” E assim, fui me nutrindo com suas ideias, filosofias e pensamentos  descoloniais que nos lembram o caminho de volta para casa. Contundente, Krenak segue certeiro com as palavras, ampliando nossas capacidades de enxergar a complexidade e buscar a simplicidade de existir em comunidade. 

Além das inúmeras lives e entrevistas, Krenak nos presenteou com mais um livro “A vida não é útil”, publicado em 2020 pela Companhia das Letras. 

Vivemos hoje esta experiência de isolamento social, como está sendo definido o confinamento, em que todas as pessoas têm de se recolher. Se durante um tempo éramos nós, os povos indígenas, que estávamos ameaçados da ruptura ou extinção do sentido da nossa vida, hoje estamos todos diante da iminência de a Terra não suportar nossa demanda. Assistimos a uma tragédia de gente morrendo em diferentes lugares do planeta. (…)

Essa dor talvez ajude as pessoas a responder se somos de fato uma humanidade. Nós nos acostumamos com essa ideia, que foi naturalizada, mas ninguém mais presta atenção no verdadeiro sentido do que é ser humano. É como se tivéssemos várias crianças brincando e, por imaginar essa fantasia da infância, continuassem a brincar por tempo indeterminado. Só que viramos adultos, estamos devastando o planeta, cavando um fosso gigantesco de desigualdades entre povos e sociedades. De modo que há uma sub-humanidade que vive numa grande miséria, sem chance de sair dela – e isso também foi naturalizado. (Krenak, 2020: 80)

Essa naturalização apontada por Krenak me leva a pensar sobre a “normose” que criamos na sociedade capitalista, neoliberal, que considera normal que a vida seja vivida nessa estrutura desigual, patriarcal, heteronormativa, destruidora de todo o meio ambiente em função do lucro de alguns poucos, que se beneficiam às custas da exploração, da dominação, do genocído, da perversa concentração de renda, riqueza e poder em detrimento do bem viver da maioria. 

Krenak nos chama para a auto responsabilidade de nos assumir como adultos responsáveis por nossas escolhas diárias, individuais e coletivas. Definitivamente, não nascemos neste planeta para seguir vivendo nessa suposta “normalidade”. Os pilares que sustentam nossa existência por aqui estão em crise, corroídos, faliram. Mas, parece que não queremos ver e reconhecer. 

  • Nascer (cada vez de um jeito menos natural);
  • Crescer (em condições desiguais); 
  • Se alimentar (cada vez mais comendo veneno ultraprocessado e industrializados que adoecem); 
  • Estudar (para a maioria, em escolas que não oferecem experiências de construção de conhecimentos que façam sentido. Desigualdade na oferta dos serviços de educação, não tratados como direito, mas como mercadoria); 
  • Trabalhar (quando há trabalho, para a maioria as condições são ruins, muitas horas, baixa remuneração, em condição de exploração, falta de sentido e prazer); 
  • Constituir família (como algo quase que automático, sem consciência do porquê dessa escolha); 
  • Ter dinheiro para existir (criamos um papel que parece ter mais valor do que tudo! Um fetiche que nos ilude. Com ele se paga casa pra morar, transporte para circular, alimento para sustentar, água – muitas vezes suja – para beber, luz para fazer funcionar o tanto de eletricidade que hoje precisamos para existir);  
  • Existir como experiência de consumir (como se viver fosse trabalhar para ganhar dinheiro, como se viver fosse ter dinheiro para ter as coisas); 
  • Cuidar da doença e não da experiência integral de ter saúde (desigualdade na oferta dos serviços de saúde, não tratados como direito de todos, todas e todes, mas como mercadoria. Uma lógica de tratar doenças e sintomas, a partir de um olhar especializado e não de um olhar que considere o todo, de modo sistêmico, buscando agir sobre as origens e raízes que estruturam o bem viver. Na medicina ocidental, que prevalece para a maioria, seguimos tomando remédios para “resolver” uma coisa e com eles criamos outros problemas no corpo. 
  • Morrer não como algo natural que faz parte da vida, mas como projeto do Estado (a cada 23 minutos morre uma pessoa negra. São 23.100 jovens negros mortos por ano, cerca de 63 por dia) ou como projeto de nossas próprias relações machistas e homofóbicas (por dia, três mulheres são assassinadas, vítimas de feminicídio, no Brasil. A cada dois segundos, uma mulher é agredida no país. A cada 25 horas um LGBTQI+ é barbaramente assassinado vítima da “LGBTfobia”. Mais de 150 indígenas são assassinados por ano no Brasil) ou ainda como “saída” individual frente a uma questão social e coletiva (a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo).

Ou seja, a lógica que estrutura nossa vida, nesse percurso-destino-roteiro considerado “normal” para nós, não dá mais conta da potência do que somos (ou podemos ser) por aqui na Terra. 

No Brasil, a crise se apresenta ainda pior, diante do governo eleito. Vivemos um retrocesso inimaginável, que se agravou muito com a pandemia do covid-19. Bolsonaro como presidente da nossa república fala muito sobre esse pensamento e atitude doentia e perversa que habita em nós, humanos. Como bem diz o Krenak, “nós somos piores que a covid-19”. E, talvez agora, seja a hora de olharmos para isso. 

O presidente da República disse outro dia que brasileiros mergulham no esgoto e não acontece nada. O que vemos nesse homem é o exercício da necropolítica, uma decisão de morte. É uma mentalidade doente que está dominando o mundo. E temos agora esse vírus, um organismo do planeta, respondendo a esse pensamento doentio dos humanos com um ataque à forma de vida insustentável que adotamos por livre escolha, essa fantástica liberdade que todos adoram reivindicar, mas ninguém se pergunta qual o seu preço. 
Esse vírus está discriminando a humanidade. Basta olhar em volta. O melão-de-são-caetano continua a crescer aqui do lado de casa. A natureza segue. O vírus não mata pássaros, ursos, nenhum outro ser, apenas humanos. Quem está em pânico são os povos humanos e seu mundo artificial, seu modo de funcionamento que entrou em crise. (Krenak, 2020: 80)

Até quando seguiremos nutrindo essa vida insustentável que criamos? O que de fato cada um, cada uma e todos nós podemos fazer juntos para reverter essa situação no tempo presente? Para além de votarmos melhor nas eleições de 2022 e seguirmos nos posicionando pelo impeachment, o que mais podemos fazer? 


A regeneração da natureza parece dar pistas…

É terrível o que está acontecendo, mas a sociedade precisa entender que não somos o sal da terra. Temos que abandonar o antropocentrismo; há muita vida além da gente, não fazemos falta na biodiversidade. Pelo contrário. Desde pequenos, aprendemos que há listas de espécies em extinção. Enquanto essas listas aumentam, os humanos proliferam, destruindo florestas, rios e animais. Somos piores que a covid-19. Esse pacote chamado de humanidade vai sendo descolado de maneira absoluta desse organismo que é a Terra, vivendo uma abstração civilizatória que suprime a diversidade, nega a pluralidade das formas de vida, de existência e de hábitos. (Krenak, 2020: 81)

O que afinal temos a aprender com os povos que, segundo Krenak “ficaram meio esquecidos pelas bordas do planeta?” Até quando vamos ficar agarrados ao mundo artificial que criamos como se fosse uma grande invenção? Até quando vamos nos manter distantes da Terra como organismo vivo? Até quando nos sentiremos os seres mais inteligentes do planeta? Até quando sustentaremos a ideia colonialista de desenvolvimento? Até quando suportaremos viver nos grandes centros urbanos, sendo engrenagens dessa máquina de moer gente, subjetividades e sonhos? Até quando seguiremos apostando numa escola que reproduz a desigualdade? Até quando, humanos morrerão de fome em um país onde tudo que se planta dá? Até quando acharemos que ter saúde é não ter doenças? Até quando seguiremos matando jovens pretos, mulheres e crianças? Até quando sustentaremos esse projeto de sociedade? 

Os únicos núcleos que ainda consideram que precisam se manter agarrados nessa Terra são aqueles que ficaram meio esquecidos pelas bordas do planeta, nas margens dos rios, nas beiras dos oceanos, na África, na Ásia ou na América Latina. Esta é a sub-humanidade: caiçaras, índios, quilombolas, aborígenes. Existe então, uma humanidade que integra um clube seleto que não aceita novos sócios. E uma camada mais rústica e orgânica, uma sub-humanidade, que fica agarrada na Terra. Eu não me sinto parte dessa humanidade. Eu me sinto excluído dela. 
Fomos, durante muito tempo, embalados com a história de que somos a humanidade e nos alienamos desse organismo de que somos parte, a Terra, passando a pensar que ele  é uma coisa e nós, outra: a Terra e a humanidade. Eu não percebo que exista algo que não seja natureza. Tudo é natureza. O cosmos é natureza. Tudo o que eu consigo pensar é natureza. (Krenak, 2020: 82)

O que tem me nutrido durante a pandemia é a busca por me aproximar cada vez mais da experiência de existir dos povos originários, como maneira de reinventar, a partir do que já sabemos que é sustentável e saudável para o coletivo. Não consigo suportar mais a vida em ambientes artificiais, regidos pela lógica do lucro, da grana, do poder, do divórcio com a natureza. Tenho encontrado oxigênio em pensamentos como o do Krenak, que agora estão sendo organizados, de maneira colaborativa, em uma biblioteca virtual do Ailton Krenak.

Te convido a se aproximar desses conhecimentos, navegando por esses materiais que, mais do que fontes de inspiração, se desenham como combustível para outro mundo possível que podemos de fato criar, e porque não dizer, que já vem sendo criado?!


Referências Bibliográficas:

NOVAES, Adauto. A outra margem do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

KRENAKAiltonIdeias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. 

KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.

* Camila é pedagoga, mestre em educação pela PUC-Rio, arte-educadora, mediadora de leitura e integrante do coletivo que gesta a Pluriverso.


(**) Arte da capa: montagem de Claudio Barría @claubarria sobre fotografia disponível no site Selvagem Ciclo de estudos sobre a vida

Matérias relacionadas

Conheça os Cursos, Seminários e Eventos da Pluriverso

Receba as novidades

Assine nossa newsletter e faça parte da rede Pluriverso.

Apoie o Pluriverso

Faça parte da rede de co-financiamento solidário.

Assine de forma gratuita e mantenha-se atualizado. Não vamos encher sua caixa postal. Só o que importa!