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O que é e como usar a Plataforma de Educonexão Pluriverso

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  1. Apresentação e conceito

    1 | Por que a Pluriverso?
  2. Do EaD à Educonexão
  3. Visão geral da Pluriverso
    Entrelaços em rede (Interações possíveis)
  4. Entrelaços em rede, o nosso "feed"
    3 Tópicos
  5. Controlar Notificações de e-mail e web
  6. Como instalar o aplicativo da Pluriverso em seu celular – Android e IOS
  7. O meu Perfil
  8. Página de Membros
  9. Conectar-se ou seguir
  10. Bate papo em tempo real
  11. As pincipais áreas de educonexão
    (per)Cursos
  12. Comunidades
    1 Tópico
  13. Canais de debate (a roda)
  14. (per)Cursos - Criar e Configurar
    Conhecendo o Painel do Instrutor
  15. A boneca russa: Entendendo a lógica do Construtor de (per)Cursos
  16. Criando um novo (per)Curso do zero
  17. Acessando um (per)Curso para edição
  18. O painel do (per)Curso [dentro do Editor]
  19. Arrasta e Solta, o editor em blocos
  20. A biblioteca de mídias
  21. Editando a Página principal do (per)Curso
  22. Estruturando os conteúdos do (per)Curso
  23. Configurações do (per)Curso
  24. Aulas ou Encontros
    Aulas/Encontros
    5 Tópicos
  25. Tópicos de uma aula
  26. Questionários
    Estrutura, configurações e vinculação de Questionários
    4 Tópicos
  27. As questões de um questionário

O conceito de “educonexão” é central para o sistema de gestão da aprendizagem da Pluriverso. É concebido como uma abordagem inovadora para a gestão da aprendizagem que facilita a criação autônoma de comunidades e redes digitais. As primeiras reflexões que levaram educadores populares, pesquisadores em educação, designers e comunicadores populares a desenvolver o conceito de Educonexão, surgem a partir de uma primeira reação de estranhamento ante o nome dado comumente ao ensino online: Educação à Distância ou apenas EaD. 

Como juntar educação e distância em um mesmo conceito e continuarmos em coerência com nossa longa trajetória de aprendizados advindos da práxis coletiva da Educação Popular? Parecia que no meio digital, só era possível a reprodução de práticas conteudistas e lineares da educação, onde um expõe conhecimentos e o outro recebe, sem diálogo nem interação.

O termo “Educonexão” carrega consigo elementos de uma filosofia pedagógica para a aprendizagem digital autônoma e a construção de comunidades dentro da Pluriverso. A base para essa abordagem tecnológica e pedagógica já é robusta, aproveitando experiências existentes, conhecimentos acumulados e tecnologias colaborativas como a cibercultura, softwares de código aberto (Open Source), licenciamento Creative Commons e iniciativas Open Access. Esses recursos permitem o desenvolvimento de estratégias de mediação seguras, eficientes e autônomas. 

A adoção de tecnologias como Open Source e Creative Commons pela Pluriverso não é apenas uma escolha técnica, mas uma declaração ética e política que visa construir uma infraestrutura digital que se contrapõe diretamente à lógica do capitalismo de vigilância e da espetacularização. Open Source e Creative Commons são tecnologias que emanam princípios que promovem a colaboração, a transparência e a autonomia do usuário, em oposição ao controle proprietário e à monetização de dados. 

Entendemos que não é possível separar tecnologia de visão de mundo, isto é, nossas opções são sempre opções políticas. Ao escolher essas bases, a Pluriverso está construindo uma alternativa digital que reflete seus valores de coloniais e de economia solidária, garantindo que a tecnologia sirva à “potência civilizatória” dos sujeitos subalternizados, e não ao controle corporativo.

o conceito de educonexão e sua primeira experiência concreta, a plataforma Pluriverso, surgem na contramão, buscando conectar trajetórias coletivas de movimentos, territórios e organizações, em torno de causas e percursos formativos. 

O conceito de Educonexão não se restringe ao uso de tecnologias digitais, nem se esgota nos ambientes digitais, embora não prescinda deles. Pelo contrário, trata-se de um conceito complexo, interplataforma, que se propõe a contribuir como espaço de mediação de processos sociais, em diversos ambientes que questionam e interpolam virtualidades de processos coletivos de diálogo de saberes a partir de territórios locais também diversos. 

Como desdobramento do fazer-pensar a educação popular, o conceito de Educonexão se sustenta no entendimento de que a convergência de trajetórias coletivas em torno de uma ideia força ou de uma causa comum, produz conhecimento politicamente pertinente a partir da ampliação da superfície de contato dos sujeitos envolvidos, ampliando o impacto das suas ações.

Nesse sentido, ganha relevância e contexto o primeiro registro do conceito de educonexão, definido no artigo acadêmico “Comunicação, educação e vigilância popular em saúde em tempos de COVID-19”, (LATGÉ; ARAUJO e SILVA JÚNIOR, 2020) como relativo à construção de processos orgânicos e colaborativos para potencializar processos coletivos de construção de conhecimento. Uma conexão educativa a partir da integração de ferramentas digitais somadas a práticas orgânicas territorialidades, postas em relação, em uma epistemologia de polifonia de saberes.

Em um sentido mais amplo, podemos apontar que a Educonexão, longe de ser um novo modelo de plataforma de EaD, constitui uma abordagem pedagógica que entrelaça, de forma inovadora e até improvável, conceitos da educação popular, do webdesign e da comunicação, mais especificamente da educomunicação. Isto é feito ao entrelaçar a compreensão da Educação (Freire), da arte (Barbosa) e da Comunicação (Barbeiro, Sodré) como espaços de mediação social e cultural. E busca entrelaçar, a partir desse entendimento, as três tecnologias da memoria apontadas por Levy a oral, a escrita e a informática.